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Localizado no Terraço do Shopping Pátio Higienópolis, o Teatro UOL conta com 300 lugares distribuídos em uma área de 470 m², unindo a comodidade do shopping a um ambiente aconchegante. 
Consolidado como um dos espaços culturais mais sofisticados da cidade, o teatro se destaca pela diversidade de linguagens artísticas e pela alta qualidade das produções apresentadas.A peça desconstrói e reconstrói conceitos milenares da história da civilização – corpo e alma, certo e errado, traidor e traído, obediência e desobediência.

Sobre o espetáculo:

Esta peça não é sobre uma santa! MARIA DE NAZARÉ toma a palavra e narra sua íntima e árdua jornada durante a gestação, em uma sociedade intolerante e patriarcal. Até então escrita por homens, a história aqui é contada por sua protagonista, absolutamente humana: uma adolescente pobre, noiva e misteriosamente grávida, fora do noivado, numa época em que se apedrejavam mulheres adúlteras. Sem cunho religioso, o monólogo extrapola os limites do cristianismo e visita arquétipos da ancestralidade e da alma feminina, investigando relações entre essa narrativa milenar e a sociedade atual, expondo comportamentos machistas que perduram até nossos dias. Antes da mãe, antes da santa; no princípio… era a Mulher.

Sobre Em Nome da Mãe

Em 2015, Suzana Nascimento teve contato pela primeira vez com a obra de Erri de Luca. O livro “Em Nome da Mãe” conta em primeira pessoa a história da gestação de Maria de Nazaré, desde o anúncio do anjo Gabriel, sobre sua gravidez imaculada, até o nascimento de Jesus. Arrebatada pelo livro, a atriz construiu uma dramaturgia para ser encenada, aprofundando o olhar para o feminino e para a atualidade. Nela, a jovem mulher ganha voz própria e coloca em evidência sua dimensão humana e feminina: ela relata sua coragem e suas incertezas, as perseguições, os constrangimentos diante de intrigas e acusações, seus medos e sonhos.

A peça fez sua estreia em versão audiovisual durante a pandemia, em agosto de 2021, dentro do projeto “Arte em Cena – Temporadas”, braço de temporadas teatrais do projeto em que o Sesc RJ transmitiu espetáculos artísticos em suas plataformas digitais. A montagem foi laureada em quatro categorias no 16o Prêmio APTR de Teatro, em 2022: espetáculo, atriz protagonista (Suzana Nascimento), direção (Miwa Yanagizawa) e música (Federico Puppi). Contemplado pelo Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar, o espetáculo foi apresentado em oito unidades do Sesc no estado do Rio de Janeiro, entre abril e maio de 2024.

Na versão presencial, que estreou em agosto de 2024 no Teatro Adolpho Bloch, no Rio de Janeiro, a peça ganhou novos ares, com toques de humor e momentos de interação com o público. “Essa interação é uma característica do meu trabalho desde o meu primeiro monólogo ‘Calango Deu! Os Causos da Dona Zaninha’, premiado nos Festivais FITA e Cena Contemporânea, em 2014, sucesso de público que ficou 10 anos ininterruptos em cartaz”, explica.

A ideia de ir além da simples adaptação do texto para o teatro veio aos poucos. Desde a primeira leitura do livro, Suzana sentiu a necessidade de abordar importantes transformações em relação ao universo feminino, e construiu uma nova dramaturgia. A história de Miriam (nome original de Maria) se tornou um fio condutor, mas a dramaturgia vai muito além, trazendo a peça para os dias atuais, traçando paralelos estarrecedores entre, por exemplo, leis bíblicas e leis brasileiras do nosso tempo. E, ainda, a peça mescla memórias afetivas da atriz – que, de tão íntimas tornam-se universais – com o inconsciente coletivo, além de criar outros personagens e situações.

Ao lançar um olhar contemporâneo sobre uma história contada há mais de 2 mil anos, a peça abre espaço para reflexões sobre o feminismo e sobre os comportamentos patriarcais que atravessaram o tempo até nossos dias.

A peça passeia por importantes arquétipos da alma feminina. Em cena, Suzana percorre as vidas de três mulheres – a donzela Maria (ou Miriam, como é chamada em hebraico), a atriz (uma mulher atual que observa e traz o olhar contemporâneo) e a anciã (Maria, em sua velhice, carregando em si a ancestralidade feminina). A jornada da protagonista é atravessada por histórias da vida da própria atriz, entidades femininas de diversas culturas e temas da atualidade. “Só existem seis falas atribuídas a Maria em toda a Bíblia. Pouco se escreveu sobre ela. A peça é uma investigação sobre sua jornada íntima, trazendo uma Maria profundamente humana, em plena metamorfose, se apoderando de sua própria história, tão comum até os nossos dias”, conta Suzana.

“Fui arrebatada pela obra. Foi uma desconstrução da imagem romântica que eu tinha da Maria, que nos chega perfeita, como aquela que vemos nos presépios de Natal”, conta a diretora Miwa Yanagizawa. “Humanizar a figura da Maria e mostrar a opressão sofrida por essa mulher amplia o movimento libertário feminista”, diz a diretora, que vê neste trabalho um diálogo com seus dois espetáculos anteriores, “Nastácia” e “Eu matei Sherazade, confissões de uma árabe em fúria”.

*Este projeto foi realizado com apoio do Programa de Ação Cultural – ProAC, da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo mediante a empresa PARDAM ADMINISTAÇÃO E PRODUÇÃO LTDA, CNPJ 05.390.948/0001-14.

Temporada:  
de 13/07/2026 a 18/08/2026

Duração: 90 minutos
Classificação: 14 anos

Mais informações: Clique aqui
Ingressos: Clique aqui

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